terça-feira, 8 de março de 2011

A EMOÇÃO de POSAR JUNTO À VÉNUS DE MILO

O Museu do Louvre foi uma das mais extraordinárias e gratificantes experiências da minha vida
Aí estou eu, junto da famosa Vénus de Milo.
Foram horas de kilómetros de fila, ao frio de Dezembro na maravilhosa Paris do meu encanto, para conseguir entrar no Louvre. Foram horas a visitar salas e salas de tesouros magníficos, até os guardas mandarem sair porque tinham de fechar as portas...

A Vénus de Milo é uma famosa estátua grega. Ela representa a deusa grega Afrodite, do amor sexual e beleza física, tendo ficado no entanto mais conhecida pelo seu nome romano, Vénus. É uma

escultura em mármore com 203 cm de altura, que data de cerca de 130 a.C., e que se pensa ser obra de Alexandros de Antióquia.
Em 1820 a escultura foi encontrada na ilha de Milos (ou Milo), no Mar Egeu, por um camponês chamado Yorgos Kentrotas. Poucos dias depois o camponês encontrou-se com oficiais franceses, Jules Dumont d'Urville e Matterer, que estavam explorando a ilha, e ofereceu a escultura por baixo preço. A Vênus estava quebrada ao meio, mas ainda possuía os braços. As mãos, danificadas, também estavam separadas do corpo.

PARTE III - A Arte Clássica

O termo «clássico» é usado em três acepções.



A primeira originária dos Romanos, admiradores da arte grega, e que pretende definir uma arte de qualidade superior.



A segunda para escrever o estilo de arte grega dos séculos V e IV a. C..



A terceira como referência ao período que se situa entre o aparecimento da civilização grega no séc. VIII a. C. e a queda do Império Romano do Ocidente, no séc. V d. C.



É o período que conhecemos por Idade Clássica.



Na Grécia do séc. XII d. C., atravessou-se uma Idade das Trevas, após a queda do Império Micénico da Idade do Bronze.



Não ficaram registos escritos, porque a arte da escrita pura e simplesmente desaparecera!



A cerâmica foi uma das poucas formas que sobreviveram à Idade das Trevas. Os artistas gregos gozavam de grande liberdade com os seus deuses e gostavam de os represntar com todos os vícios e virtudes dos homens. Os vasos atenienses demonstram esse interesse pela mitologia grega, na forma como eram decorados. Esses vasos são considerados uma importante expressão artística da época, revelando-nos em gravuras o que não era escrito.



Em 446a. C. Roma conquistou a Grécia, em 336 a. C. herdou em testamento a Ásia Menor, enquanto o último reino helenístico, o Egipto, passou a província romana quando Cleópatra se suicidou em 30 a. C.
Depois da Grécia ter sido conquistada, os artistas gregos passaram a trabalhar para os seus novos senhores, os Romanos.
Nas luxuosas vilas destes, as pinturas inspiravam-se claramente na arte clássica grega.
A este estilo revivalista do idealismo clássico, que atingiu o seu apogeu no reinado do imperador Augusto, chama-se neo-ático.
Augusto quis-se representado numa estátua póstuma como um herói grego, porque toda a sua vida ele fora um amante e impulsionador da arte e arquitectura gregas.

Este estilo foi dominante na arte romana até à queda da dinastia de Júlio César em 68 d. C., altura em que Nero se suicidou.
Nos reinados dos imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano desenvolveu-se um estilo muito mais realista.

PARTE II - A Arte das grandes Civilizações Antigas



Referimo-nos, é claro, ao Próximo Oriente : Antigo Egipto, Antiga Grécia, Mesopotâmia, Síria... de onde nos chegam, através de descobertas arqueológicas, exemplos de esculturas e pinturas, que mais uma vez, retratam a religiosidade e simbolizam a fertilidade e a força física, através de animais como o touro e o boi.

Os deuses eram também representados por animais: o falcão, o leão, a cobra, a águia.

Eram animais fortes, possantes e poderosos , considerados sagrados pelos egípcios. Podem ser vistos em máscaras mortuárias folheadas a ouro dos reis e faraós.


* Na figura à direita vê-se a máscara do jovem rei egípcio Tutancamon, 1352a. C.

Apresenta a barba real entrançada e na fronte pode ver-se a cobra sagrada e o abutre, símbolos da dignidade real.


Foi um período riquíssimo o do Império Antigo, em que todas as formas de arte e da arquitectura atingiram elevados níveis de qualidade e de utilização de diversos materiais. .

O ponto mais alto, uma das maravilhas do mundo, foi feito neste período - A Grande Pirâmide de Quéops, em Gisé, 2500a. C.



* Na figura à esquerda observemos A Deusa das Serpentes, pequena figura de terracota esmaltada, proveniente de Creta: é um modelo de graciosidade e mostra-nos a elegância feminina na civilização minóica de Creta.

sábado, 5 de março de 2011

A Arte ao longo dos Tempos - Um breve olhar

O meu propósito é o de dar uma perspectiva rápida aos que gostam de arte, resumindo a sua evolução e importância em todo o mundo e em diferentes épocas, que atravessam milhares de anos.


Sem pretensões, pois o assunto é de tal complexidade que teria de escrever um calhamaço sobre História de Arte (para o que não me sinto habilitada) e, mesmo assim ficaria incompleto.


Tenho para mim, que a maior distinção entre os homens e os outros animais consiste na profunda cosciência humana de "que um dia vamos morrer". É esse pensamento abstracto e tormentoso que levou o Homem à religiosidade e à arte da pintura e escultura.




PARTE I - A ARTE RUPESTRE




O conceito que temos de arte surge no pré-histórico e tem apenas uns 30 000 anos de existência, muito recente portanto na evolução do Homem.


Ao observarmos os motivos das gravuras e esculturas primitivas, chegamos á conclusão que o homem primitivo era extremamente religioso. Ele sentia-se ameaçado pelos perigos que o rodeavam e por isso procurou uma entidade "mágico-religiosa" que o protegesse.


A fertilidade era outra das suas preocupações e isso levou-o a criar um ritual que pudesse satisfazer os seus anseios. É comum encontrar-se pequenas estatuetas de mulher, sempre com as mesmas características : peito enorme e ancas opulentas.


Os artistas de então usavam normalmente substâncias naturais para as suas pinturas, como o ocre ( várias cores de vermelho a amarelo) e o carvão e fuligem.


Nas esculturas era usada a argila, o osso, o marfim e o couro.


Os locais onde as executavam e podem hoje ser encontradas eram sempre recônditos, em grutas ou cavernas.

Companhia Dos Sitters - Reportagem RTP2

quarta-feira, 2 de março de 2011

VIVER COM FIBROMIALGIA

Todos os dias luto para me levantar... mas hoje demorei três horas para o conseguir. A minha cadela Nuska é o meu despertador, a minha alavanca, o meu motor de arranque. Tudo isto em sentido real : é ela que por volta das oito horas me acorda com um suave ganido. Se estiver difícil, ela já aprendeu o que fazer, deita o seu corpo enorme quase em cima da minha almofada e inicia a "conversa", uma série de sons que lhe ensinei e dialogamos. Se eu não respondo, ela aumenta o som, observa-me nos olhos, lambe-me as mãos. Aí, normalmente começo a mover-me, deslizo e massajo as mãos pelo longo e macio pêlo dela. Até que me consigo erguer e sou saudada por um salto alegre e umas lambidelas nos pés. Depois o ritual é sempre o mesmo, Nuska deita-se observando-me na higiene matinal e no vestir, se me esqueço ela recorda-me que preciso de comer algo, leva-me ao sítio das bolachas ou rebuçados, devido à fraqueza preciso muito de açúcar matinal... e lá vamos para a rua, devagarinho.

Hoje, no entanto, foi um dos dias muito complicados.
A Nuska chamou e tentei levantar-me, logo tudo rodopiou e ficou escuro, caí como um saco de batatas desmaiada, felizmente ainda na cama.
Fui acordando, ouvia o relógio da igreja tocar as horas, contei nove..., mas continuava sem conseguir mexer um músculo, sem articular um som.
A minha mãe tem oitenta e sete anos, mas ainda poderia ajudar-me se a Nuska a fosse chamar como costuma, mas não. Hoje a minha pobre cadela ficou tão assustada de me ver cair, que se deitou ao meu lado e não mais saíu. A minha mãe não deu por nada. Não dei pelo passar do tempo, devia adormecer volta e meia, sei que ia ouvindo as badaladas da torre da igreja e pensava "tenho de conseguir levantar-me, a minha menina tem de ir fazer xixi, deve estar aflita".
A Nuska não mais chorou, não me chamava, apenas esperava... porque ela sabe melhor que qualquer médico o que padeço, que recupero com o repouso profundo.
Às doze badaladas consegui estender as mãos, acariciar o seu pêlo, auto-massajar-me e erguer-me. Obrigada, Nuska, meu amor.

Viver com fibromialgia 2

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