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segunda-feira, 23 de março de 2009

"AMADOS CÃES" de José Jorge Letria

Começo por agradecer ao Jorge e à Rosa a "explosiva" resposta dada ao pobre anónimo que acha que o amor pelos animais são tretas e que ainda provocam acidentes...enfim, nem vale a pena dedicar mais atenção a tal subanimal.
Para os que gostam ou para os ainda indiferentes desta causa da defesa dos animais, peço que leiam o livro de José Jorge Letria, "Amados cães". Lê-se com prazer as várias histórias que nos conta de algumas celebridades deste planeta feito de contrastes: desde a comovente história de Jo Fi , cujo dono era Sigmund Freud, o fundador da psicanálise, que atendia os pacientes com a sua pesença (os quais beneficiavam da tranquilidade que transmitia). Sobre o seu amor aos cães escreveu "Pode amar-se tão profundamente um cão como eu amo Jo Fi, sentindo afecto sem ambivalência e um sentimento de intimidade e de pertença mútua como não existe outro.", passando pela história de Blondi, a cadela de Adolf Hitler, na qual J.J.Letria usando magistralmente a primeira pessoa da narrativa, nos põe a escutar com toda a atenção o que Blondi viu e sentiu, enquanto companheira inseparável do louco e terrível ditador. Parece que estamos lá, quando a cadela, nos seus derradeiros momentos nos diz "Adolf fez-me mais festas do que era costume e segredou-me muitas palavras ternas. Eu nunca duvidei de que ele gostasse mesmo de mim. Depois despejou uma ampola de cianeto num naco de carne e pôs fim à minha vida.(...)suicidando-se em seguida".
Termino citando, numa humilde homenagem ao grande José Jorge Letria, com quem partilho a ideia : "Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães, é lá que quero ter assento(...)".Boa noite.

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