domingo, 21 de junho de 2009

ÉMILE ZOLA

Zola, escritor francês do final do séc. dezanove, considerado um neorealista e socialista activo, foi o escritor preferido da minha adolescência. Lembro-me de ler avidamente os enormes calhamaços, cheios de prosa pesada e minuciosamente descritiva, mas que falavam , e muito! de sexo! Naquele tempo era impensável uma jovem burguesa ler tal literatura...mas, eu tinha uma aliada - a minha mãe, que embora nascida em 1923, era uma mulher de ideias arejadas e , também ela lera quase toda a obra de Zola. Assim, li e reli "A Besta Humana", "A Taberna", "Naná", "O Trabalho" e outros que de momento não lembro. Lembro são as lágrimas, aquelas que derramei pelo cavalo que vivia e trabalhava dentro da mina de carvão, esquelético, cego, escravizado até morrer. Então, eu já amava os animais e sofria com o seu sofrimento. Hoje, descobri um livro de pensamentos, na minha modesta biblioteca e ali estava esta passagem, que transcrevo para vós:
" Por que será que, ao ver um cão perdido atravessar uma das nossas tumultuosas ruas, me estremece o coração? Por que será que ver esse animal ir e vir, farejando o mundo, assustado, desamparado por não encontrar o seu dono, me causa esta piedade tão cheia de angústia."
Émile Zola (1840-1902)

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