sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ginástica em casa








PROFESSORINHA LIXADA COM A GINÁSTICA












Costumo dizer que o meu ginásio é a Nuska e já vos contei das caminhadas com a minha cadela Nuska. A verdade é que não chega.



Para minorar os males da minha artrite reumatóide , fibromialgia e síndroma de Sjögren tomo elevada dosagem de anti-inflamatórios, que entre outros prejuízos faz engordar.



Assim é muito importante o exercício físico moderado.



Estão proíbidos todos os desportos ou actividades de grande impacto, como por exemplo o futebol, ténis, voleibol, corrida.




















A natação seria bom, pratiquei bastante, mas acabei fazendo alergia ao cloro das piscinas. Só água do mar!






Visto que não me agrada muito frequentar ginásios, passei a fazer os meus exercícios em casa.



Julgo que as fotos mostram razoavelmente o tipo de ginástica que faço habitualmente.



Uso a bicicleta estática, a bola de Pilates, o chão e a cama.



Ah, e música! Claro que aqui usei o telemóvel para as fotos, o que dá um certo ar cómico à coisa...



Os exercícios que faço são principalmente de flexibilidade, coordenação e equílibrio.



O meu objectivo é contrariar os efeitos do processo inflamatório nas articulações, diminuir a atrofia muscular e os problemas circulatórios. Resumindo, preciso de melhorar a resistência, a força e agilidade.

A bola de Pilates é óptima para a flexibilidade e equilíbrio.

No chão costumo fazer exercícios de alongamento e coordenação.

Na cama os abdominais são canja. Aprendi na fisioterapia : deitada de barriga para cima, pernas flectidas, braços cruzados no peito, ergo o tronco na direcção dos joelhos, sem magoar as costas , sem esforço. O esforço é de acordo com o número de flexões que fazemos, faço à volta de oitenta/cem.

Em cima do colchão fazem-se também bons exercícios de contracção e relaxamento de todos os músculos do corpo, assim como de rotação do pescoço, cintura , braços, mãos, pernas e pés ( estes tenho de os fazer todos os dias para vencer a rigidez e conseguir levantar-me).

Estas ideias servem não só para os que sofrem de artrite, mas também para os que , como eu, são preguiçosos para fazer ginástica.

Não custa muito fazê-los, o que custa é começá-los ihihihih...!!!!!




















domingo, 17 de abril de 2011

O que vale é que é Primavera !




O sol brilha, caminho pelos campos desgovernada, seguida ou ultrapassada pela minha cadela Nuska.
Subo ao monte, o calor aperta e revela-se nas minhas bochechas vermelhas, no suor que me escorre pelas costas. Arregaço as calças, desaperto o mais possível os botões da camisa. Não há ninguém. Ao longe avista-se gente minúscula, sons apagados chegam até nós. Olho na direcção do castelo de Sintra e sinto-me também imponente no alto da minha colina. Enfeito-me com flores amarelas do campo e buganvílias rubras criadas junto a um muro em ruínas. Ainda restam vestígios das belas quintas de outrora,( antes dos patos-bravos virem construir cidadezinhas de betão, dormitórios onde quase não há tempo de dormir... )
Fotografo prazeirosa os campos verdes enfeitados de mil cores e as árvores magníficas, em flor, em todo o seu esplendor. Fotografo -me a mim, para que, logo, na dura negra e longa noite, em que luto contra a loucura maldita do Alzheimer que destrói a minha mãe, eu possa recordar o passeio com a minha fiel amiga, a Nuska de todas as horas.
Esta noite, a cada intervalo de cuidados à minha pobre doente, voltarei a olhar para a alegria do sol reflectido no meu olhar, na minha pele ,nos meus cabelos... e a noite não será tão longa.

4 VOZES !!!***** Canção do mar nas vozes de Amalia Rodrigues,Dulce pontes,Helene Segara,...

Canção lindíssima que não necessita comentários ou apresentações. Aqui o que há de novo e muito interessante é a montagem bem conseguida das 4 vozes tão diferentes e de épocas diversas. Vale a pena ver e ouvir este video!!! Claro que para mim AMÁLIA é ÚNICA!!!!

Estrela da tarde - Carlos do Carmo

sexta-feira, 15 de abril de 2011

AS ASAS DO AMOR

Longa é a estrada dos meus amores
Alta a montanha a meio do caminho.
Na minha demanda manda o desejo:
É breve a viagem, suave a subida.


Poema galês de tradição oral
(séc. XVII)

Poesia Celta do amor

Poema irlandês do séc. XVI de Uilliam Ruadhi

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sem Ponto...


SEM PONTO...

E a noite cai
traz vestido largo manto negro
_ no alto estrelas contam um segredo
que não me trai.

Depois ah! Conto
o que fiz, de quem me lembrei!
_ dos tempos que por ti me apaixonei
sem ponto.

E tu paciente
escutando uma vez mais esta história!
_ carregaste rugas de franca vitória
toda sorridente...

Cito Loio
11/4/2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SINTO-TE - poema de Adolfo Castelbranco Oliveira


SINTO-TE



Sinto beijos teus

Escorrerem entre dedos

Quando nos teus seios flutuo

Duas meninas

Gémeas, inseparáveis

Que me aliciam

E onde me perderei

Se um dia com elas viajar



E escuto segredos

Por entre os vendavais

Feitas ondas no teu cabelo

Acariciando-me

Quando me deito no teu colo

Respirando o calor

Exalado dum ventre

Que nunca mais será fértil



Mas dar-me-ás outro fruto

Lavado em águas

Escorridas no teu corpo

Ao mergulhares em mim

Quase virginal querer

Mostrarás que o celeste azul

À vista da tua beleza

É da cor da cinza negra



Cito,

terça-feira, 5 de abril de 2011

AO CUIDADOR de doentes de Alzheimer


É extremamente difícil cuidar de um doente de Alzheimer. Tem de acompanhar o doente ao longo do tempo, viver um dia-a-dia que se torna progressivamente mais difícil e experimentar sentimentos diversos, muitos deles negativos. É normal que sinta tristeza pela sensação de que a pouco e pouco vai perdendo alguém que lhe é muito querido. Sentirá também frustração, pois tem a consciência de que todos os seus cuidados, atenção e carinho não impedem a progressão da doença. Vai sentir culpa, pela falta de paciência que por vezes tem, pelo sentimento de revolta em relação ao próprio doente, pela situação que vive e por poder admitir a hipótese de procurar um lar. Poderá também sentir solidão, pelo afastamento gradual da família e dos amigos, pela impossibilidade de deixar o doente, pela falta de convívio. Todos esses sentimentos negativos não significam que não seja um bom prestador de cuidados e de apoio. São apenas reacções humanas! Pelo que, para seu bem e para o bem do seu doente: Não se recrimine demasiado; Cuide de si e vigie a sua saúde; Sensibilize os seus familiares para o ajudarem. Esclareça-os sobre a doença e sobre o modo como podem colaborar consigo; Conheça os seus limites e tente encontrar auxílio; Lembre-se que a sua presença, a sua ternura, o seu amor são indispensáveis, quer mantenha o doente em casa quer tenha de recorrer a internamento numa instituição.

Fonte: Portal da Saúde

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